CONTRABANDO DE COMBUSTÍVEL NO ZAIRE “DIMINUIU CONSIDERAVELMENTE”

O governador provincial, Adriano Mendes de Carvalho, assegurou que passado um ano depois de ter denunciado o elevado índice de contrabando de combustível, actualmente, os níveis diminuíram consideravelmente, levando os cidadãos a passarem menos tempo nas filas para abastecer as viaturas nas bombas de algumas cidades da província do Zaire.

Por Berlantino Dário

Um ano depois da denúncia, aquando da visita de trabalho do Presidente da República, o governador da província do Zaire assegurou que, depois de ter radiografado ao titular do poder executivo a situação sócio-económica da província, os níveis de contrabando de combustível reduziram consideravelmente apesar de ainda haver mais desafios.

“Não quero dizer que seja eu por ter feito a denúncia ou não. Só sei que diminuiu consideravelmente. Nós já não estamos a ver os tais a irem a grandes camiões e estarem a levar o problema do combustível. Podemos dizer é que estamos ligeiramente bem. Você já não fica quatro horas, cinco horas sem poder abastecer”, esclareceu.

“Hoje em dia, as coisas estão mais equilibradas. Pode melhorar e tende a melhorar, mas, temos é que dizer que diminuiu consideravelmente pelo menos, em algumas áreas”, assegurou o governante, apesar de ter a província a precisar de mais postos de combustível e ter um melhor controlo.

Entretanto, o governador apelou ainda à responsabilidade dos responsáveis do sector, por entender que existem “empresários, tractoristas, fazendas que estão a precisar, às vezes, deste combustível também, e nós temos que continuar a dar o nosso melhor”.

Por seu turno, desafiado a citar os nomes das figuras das quais se referia na véspera, o governante foi prudente e resguardou-se ao sigilo, alegando que o objectivo não era simplesmente dizer para cortar a cadeia do transporte descontrolado de combustível, uma vez que o mesmo é subvencionado e, se é subvencionado “é para os angolanos – não podemos estar a tirá-lo e levá-lo para todo o lado”.

“Eu, Adriano Mendes de Carvalho, quando apresentei essa questão ao senhor Presidente da República, não me recordo de ter citado ou ter dito que o fulano ou sicrano – o que eu tive a oportunidade de transmitir ao senhor Presidente da República é que a província tinha fortes indícios de contrabando. Agora, quem são as figuras, não foi o Adriano Mendes de Carvalho quem as citou, e nem em momento algum eu pude dizer isso”, demarcou-se.

Lembremos que as declarações do governador Adriano Mendes de Carvalho, foram proferidas a 28 de Fevereiro de 2025, quando o titular do poder executivo visitou aquela província nortenha do país. Na ocasião, o governante tinha apresentado uma província com altos níveis de contrabando de combustíveis a João Lourenço, situação que obrigava os citadinos e automobilistas a permanecerem mais de duas horas na fila à espera para o abastecimento das viaturas e que nalgumas vezes, não chegavam mesmo a abastecer.

“O contrabando de combustível! Camarada Presidente há soluções – isso pode-se resolver! Nós não podemos continuar assim. Depois, parece mentira, os contrabandistas têm força! Têm força! Eles, depois de fazerem isso vão para as redes sociais e a gente vê”, denunciou.

“Ninguém virá para o Zaire, chegar aqui e ter de esperar três ou quatro horas numa fila de combustível e, depois de esperar, vêm dizer que o combustível acabou. O que mais nos dói é que aqui entram camiões e camiões de combustível todos os dias, passado uma hora e meia a bomba já não tem combustível. O indivíduo já esperou três horas depois não tem combustível”, lamentou.

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